terça-feira, 8 de novembro de 2011

Capítulo 2 - O mecanismo da Árvore da Vida - Introdução

Daqui para frente usaremos analogias e metáforas do nosso conhecimento, para aprender as características, os mecanismos e os fluxos energéticos presentes e intrínsecos à Árvore da Vida. Lançaremos mão das matérias estudadas em medicina: fisiologia, endocrinologia, imunologia, para nos referirmos aos mecanismos da Àrvore da Vida nos seus componentes, já que sendo um modelo da alma, pensamento e ações do ser humano é um organismo vivo. Usaremos modelos filosóficos de pensadores contemporâneos, para o entendimento filosófico ou metafísico de cada Sefirá. No campo da filosofia: Kant, Shopenhauer, Nietzche, Hegel, enquanto no campo da psicologia: Piaget, Freud, Eric From, Kurt Levin, Gustav Yung, para traçar paralelos entre seus pensamentos e o entendimento das essências das Sefirot. Os caminhos que ligam as Sefirot estão representados pelas 22 letras do alfabeto hebraico, e seus simbolismos serão abordadas e correlacionadas aos diversos pensamentos. Teremos como metáforas para seu entendimento as áreas da medicina que mais se adaptam às suas funções, sejam no plano mental, emocional ou físico. Para o entendimento das essências de cada Sefirá, pensadores na filosofia e metafísica, bem como estudiosos da psicologia e psicanálise. Será um diálogo interdisciplinar e multidisciplinar com o intuito de dar entendimento ao significado das energias primordiais da criação presentes em todas as coisas, inclusive no pensamento e comportamento humano. Dessa forma o sistema complexo e sistêmico da Árvore da Vida poderá ser dissecado e compreendido em suas partes componentes, nas ligações entre as partes e na essência de sua abrangência. Como instrumento metodológico da pesquisa e modelo organizacional de composição complexa, utilizaremos o modelo de Edgar Morin, e em específico a construção do Pensamento Complexo. Aplicando, após exposição desse modelo, os princípios fundamentais para entender o funcionamento sistêmico e complexo (no sentido dado por Morin) do modelo cabalista. A partir do presente capítulo 2 da pesquisa, entraremos no funcionamento orgânico da Árvore da Vida. No capitulo 1 desenvolvemos a fisiologia da Árvore, agora estudaremos o sistema nervoso central, o sistema nervoso periférico, a epistemologia do conhecimento que sustenta o mecanismo de percepção mental e a estrutura organizadora do pensamento. Veremos as várias teorias psicológicas para entender o funcionamento do plano emocional do modelo da Árvore Cabalista. Faremos conexões com os vários pensamentos para destrinchar todos os mecanismos.

Iniciaremos nossa pesquisa conceituando e entendendo as Sefirot que funcionam no plano mental, através de Immanuel Kant em seu livro Crítica da Razão Pura e Piaget, em sua teoria da Epistemologia Genética, construindo seus modelos da cognição isoladamente e posteriormente interligando-os para buscar explicações. O primeiro buscando entender a estruturação do pensar, o segundo em seu funcionamento ideal. Atribuiremos esses dois modelos, metafísico e psicológico genético para compreender o plano mental das Sefirot Chochmá, Biná e Daat. Como introdução será explicada a metodologia de Edgar Morin, do que é o pensamento complexo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Capítulo 1 – C : Sefirot das Emoções Externalizadas

No capítulo anterior falamos das três sefirot que compõem as emoções internalizadas (Chéssed, Guevurá e Tiferet). São Sefirot que expandem, retraem e equilibra as emoções relacionadas á vontade de dar e compartilhar. A compaixão, que é a atividade de Tiferet, organiza as combinações entre Chéssed e Guevurá. Foi através da Sefirá de Daat que o pensamento foi internalizado e categorizado nas emoções. Agora é necessário que todo esse processo interno seja externalizado. Para isso existem as Sefirot das Emoções Externalizadas. Fazem parte três Sefirot: Netsah, Hod e Yessod. Estamos no final da descrição da Àrvore da Vida. Depois de conceituar essas três ultimas Sefirot, falaremos de uma última integradora e faremos uma síntese esquemática de tudo que foi visto até agora. Em seguida estudaremos os processos no qual uma mudança se realiza através das Sefirot. Continuaremos após isso a incluir novas ferramentas presentes na Árvore da Vida.

Netsah é uma Sefirá que contém as energias que fazem o clima emocional interior se estabelecer, e isso acorre através de relacionamentos. É a Sefirá responsável pelo desejo, pelo impulso de sair e entrar no mundo de outra pessoa. As energias de Netsah tornam possíveis as emoções de o nosso mundo interior ultrapassar as fronteiras e limites interpessoais. A palavra Netsah significa Vitória, ou seja, o sucesso de todo processo interno agora alcançar limites exteriores, o espaço de outras pessoas.

Hod é a Sefirá ligada à Netsah que tem a função de retenção de sua energia. Estamos numa interação complexa entre pessoas utilizando a energia de Netsah para interagirem-se. Esses fluxos energéticos precisam sofrer restrições para que não avancemos em relacionamentos onde não existe afinidades e as invasões ocorram desprotegidamente, causando medo, temor ou sufocando o emocional. Hod restringe Netsah no mundo da expressão.

Yessod é a terceira Sefirá que compõe as energias das emoções exteralizadas. Yessod é uma Sefirá que contém a energia que dá a capacidade de nos concentrarmos na pessoa que estamos nos comunicando. Netsah cria a necessidade de exteriorização, Hod a limitação dos relacionamentos possíveis e Yessod a intensidade, a fusão e a força da comunicação que se estabelece entre duas pessoas.

A última Sefirá da Árvore da Vida é Malchut. Nesta Sefirá está contida a energia que faz com que todas as Sefirot se integrem num fluxo de ação num terreno físico, para que todas as Sefirot encontrem o meio pelo qual todas as energias, mentais e emocionais, se expressem no mundo físico dos relacionamentos.


Keter Fluxos Divino da energia do Ein Sof

Biná Chochma Fluxo do pensamento e entendimento

Daat Fluxo equilibrador dos pensamentos e emoções

Guevura Chésssed Fluxo emocional interno de dar

Tiferet Organiza a combinação de dar e de reter

Hod Netsah Fluxo externalizador através de relacionamento

Yessod Equilibra a expasão e a retração de se relacionar

Malchut Base física das ações onde as energias se expressam.

domingo, 6 de novembro de 2011

Roteiro dos tópicos a serem desenvolvidos sobre a primeira parte da pesquisa

1) A conceituição e construção da Árvore da Vida
2) Os fluxos mentais e os fluxos emocionais
3) Os quatro mundos, desde Ein Sof ao mais concreto e físico.
4) Na Árvore da Vida, as sefirot e termos conceituadores de suas energias.
5) Os caminhos, as letras hebraicas (LaShon Ha Kodesh).
6) Os arquétipos planetários das Sefirot, os 4 elementos unindo os princípios de expansão e retração, as sefirot reguladoras.
7) Atribuição a cada conceito da cabala de um pensador ocidental para explicar de forma lógica ou metafísica do mecanismo e funcionamento da Árvore da Vida em nossas almas. Esse tópico será extenso, pois terá para cada princípio da Árvore da Vida as idéias de um pensador contemporâneo para tentar caracterizar a filosofia cabalística conforme a lógica e estrutura cultural recente.
8) A utilização da astrologia cabalística para individuação do modelo de elevação espiritual à realidade individual de cada pessoa. Utilização da astrologia cabalística para transformar o modelo da Árvore da Vida num mapa próprio para o desenvolvimento pessoal.

Esses temas serão desenvolvidos daqui para frente com o objetivo de informação e não de aprofundamento da utilização da meditação cabalística ou a possibilitação de expanção da consciencia para estados alterados de percepção.

Trecho do livro do Rabino Laibl Wolf A Cabalá Prática: "...podemos projetar que os nossos sentimentos podem alterar, fisicamente, os caminhos através dos quais o nossos fluxos espirituais ganham expressão. Na verdade nós somos um "caldeirão fervente" de fluxos Sefiróticos espirituais, que são influenciados pelos processos conscientes e inconscientes do corpo. A maneira que escolhermos para interpretar o momento (Mente), deflaga um conjunto de sentimentos e sensações (Emoção), o qual pode, eventualmente resultar num dano ao corpo, ou no seu conserto e bem-estar". Num outro tercho: "Através da Cabala nós aprendemos como é que podemos usar o nosso poder de crença para mudar não apenas a química de nosso corpo, mas, mais significativamente, as conexões e ligamentos espirituais do nosso 'eu' superior. Quando dominamos a Sefirá que liga os fluxos da mente aos fluxos do coração, podemos interpretar a natureza da realidade".

Capítulo no.1 B - Continuição: Construção da Árvore da Vida (o plano das emoções)

No escrito anterior descrevemos a composição do plano mental, onde se dá o fluxo das energias cósmicas da Mente, e que constitue-se de três Sefirot, Chochma, Bina e Daat. Falamos também que essas Sefirot atuam num mundo da mente, um mundo paralelo ao Ein Sof, e paralelo ao Atsilut (a subconsciência das energias que se podem acessar o Ein Sof).
A outra parte da Àrvore da vida, que pode ser acompanhado no esquema colocado no Escrito no.1, é o plano das emoções, composto por sete Sefirot, divididas em dois grupos: emoções internalizadas e emoções externalizadas. O Plano das emoções internalizadas está constituído por 3 sefirot: Chéssed, Guevurá, e Tiferet. O mecanismo criador e regulador das energias nesse plano é o mesmo que o encontrado no plano mental. Uma Sefirá de expansão, a segunda de contração e uma terceira de equilíbrio. A Sefira de Chessed é uma energia de sentimento, sensação, e sentimentos não tem direção, quer dizer, não pode ser limitado por fronteiras que as dintingue. A emoção caracterizada pela Sefirá de Chéssed é a proponsão para dar e repartir. São as energias cósmicas presentes na Criação, o repartir a presença de D´us com a criação. É uma emoção, ou um sentimento, de fazer criar na alma do ser humano a vontade de repartir, de dar, de compartilhar, o ato de se sentir proponso à generosidade. Da mesma forma que a Biná, atua nas energias da Chochma, direcionando para o entendimento a criatividade e inspiração, colocando fronteiras, a Sefirá ligada `a Chessed, a Sefirá Guevurá, também excerce essa função de limitar as energias do Chessed. A característica da Guevurá é a retenção, concentração e limitação, oposto à característica expansiva do Chessed. Temos, então, suas Sefirot de características opostas. É necessário um fiel de balança, para equilibrar essas duas energias para agirem de forma específica em cada situação. Assim, uma terceira Sefira, Tiferet, existe para integrar as energias de Chéssed e Guevurá, para que haja equilíbrio. A emoção de compaixão comanda a Sefirá de Tiferet. Então o que temos é o seguinte: Contração <- Compaixão -> Expansão da vontade de dar. Isso descreve a composição das emoções internalizadas do plano emocional da Árvore da Vida. Veremos no próximo escrito a descrição do palno das emoções externalizadas, e que Tiferet é uma Sefirá que irá ligar, através de caminhos, todas as Sefirot do plano mental e todas as Sefirot do plano emocional. Terminada a descrição das Sefirot no próximo escrito, determinaremos o significado das letras hebraicas que caracterizam todos os caminhos entre as Sefirot, que vai dar a enfase qualitativa da ação de arquétipos entre as Sefitot. Com isso terminamos o primeiro ítem do roteiro: A Conceituação e construção da Árvore da Vida. No segundo ítem do roteiro iremos atribuir os mecanismos dos fluxos energéticos das Sefirot e o efeito dos caminhos presentes entre elas.

Capítulo no.1 - A Conceituação e construção da Árvore da Vida

A Árvore da Vida não é o único assunto tratado pela Cabala, porém foi um modelo concebido em que lá estão as revelações do Altissimo ao povo judeu, transmitidas oralmente no momento da entrega da Torá. É um sismbolismo que reúne a filisofoa e prática do que a Cabala prega. Durante os estudos ficou evidente que todos os conceitos e princípios fundamentam-se na Criação. Temos que ter em mente, ao estudar a Cabala, que o fundamento da vida, nossas vias, está estritamente lidado ao ato da bondade de D´us. Sucintamente, o esvaziamento de uma parte do Todo Poderoso, a criação de um vácuo, esvaziar-se a Sí mesmo, para preencher com as energias da Criação. O ato de preencher os recipientes das energias cósmicas e provocar a quebra destes para que as centelhas Divinas escapassem e constituíssem no objeto da Criação. O Tikun (conserto), é o refinamento dessas energias, intensionamente erraticas, pois possibilida a Vontade de Dar do Criador e a vontade de receber da Criação. Esse é o fundamento primordial da Criação do mundo e nosso legado.
A Arvore da Vida reúne as energias primordiais da Criação num modelo único e complexo de entendendimento da Criação. Lá estão as energias criadoras. Em tudo estão presentes estas energias, na terra, no homem, na natureza e nos cósmos. Assim, de forma ampla, abrangente, integradora e inteira, temos as energias existentes em nossa existencia interior e exterior, para possibilitar o Tikun, a correção, o concerto, a continuação da Criação, corrigindo as centelas Divinas em noós mesmos e a nossa relação com o Universo.
Esta é a conceituação da Árvore da Vida. Nesta conceituação e entendimento reside as ferramentas, as filosofias, as práticas místicas no uso da Árvore da Vida para alcançar a nosso evolução espiritual e poder voltar ao nosso Criador como centelhas puras e perfeitas, é o regozijo, a felicidade pura, a vivência espiritual mais elevada.
Para utilizar esse modelo e ferramenta de auto-aperfeiçoamento, primeiro precisamos connhece-la em sua construção, processo de fluxos energéticos, composição de cada parte que compõe um símbolo de nossa existência. É como conhecer todos as partes dos controles de um carro para depois aprender a dirigir.
Primeiro famos entender em que ambiente espiritual essas energías cósmicas atuam. Estão presentes em quatro mundos espirituais onde a Criação se expressa. As energias provêem do Ein Sof, o Sem Fim, a energia de D´us, origem de tudo. Expressam-se na Criação em quatro mundos, o Olam. O primeiro e mais elevado depois do Einn Sof, o Atsilut, que seria uma subconsciencia das energias Criadoras para a Criação, segundo a Beriyá, a mente, que tem a capacidade de fazer emergir o conhecimento e sabedoria do Ein Sof. Nesta, residem três Sefirot que relacionam-se ao fluxo energético das energias cósmicas que atuam na mente. Chochmá, fluxo espiritual responsável pela inspiração e pela criatividade, Biná, é a centelha do pensamento consciente que da entendimento e direção à Chochma, Daat, fluxo espiritual que equilibra as enrgias de Chochma e Biná e possibilita os fluxos da mente conectarem-se aos fluxos da emoção. Essas três Sefirot, fluxos da menteé o Sechel, que se expressa mais plenamente no plana da Beriyá, o mundo da mente. Começamos a perceber que a Árvore da vida não é um modelo bidimencional, está organizado num modelo tridimencional que determina as energias, as intensidades e o ambiente próprio da pura expressão energética espiritual de cada energia cósmica divina. É necessário compreender que apesar dessa construção tridimencional da construção da Árvore da Vida, não se deve esquecer que esse modelo é hologrâmico, quer dizer, o todo está em cada uma de suas partes e as partes expressam-se no todo.

Introdução ao Blog

Este blog se destina ao compartilhamento dos resultados da pesquisa sobre a Cabala, especificamente no estudo da Árvore da Vida. Sua constituição, entendimento da filosofia, utilização mística das ferramentas, caminhos para desenvolvimento pessoal e espiritual. O estudo, por enquanto, está sendo realizado sem a oientação rabínica, mas baseado em livros com autorização do rabinato oficial. Não tem o objetivo de criar opiniões próprias sobre o assunto e sim estudar os conceitos difundidos pela Cabala. O objetivo final é construir um arcabouço completo ( o que for possível para minha assimilação) e criar aplicações práticas dessa mística milenar do judaísmo. Não pretendo fazer qualquer crítica ao modelo cabaístico em estudo, mas sim atribuir atividades práticas para a utilização da inteligencia da Cabalá. Tenho como experiência vivida, mudanças provocadas pelos princípios contidos nessa filosofia mística, que remonta aos últimos 3.500 anos. A total absorção de sua matéria é dependente do conhecimento dos 13 princípios fundamentais do judaísmo sintetizado por Maimônides, Moshé Ben Maiomon.

A construção da Árvore da Vida - Ets Chaim


Por que estudar a Cabala? O que essa filosofia pode trazer para a gente? Iniciei o estudo da Cabala ja a algum tempo. Não é um estudo que se faça de maneira contínua com tempo determinado. É necessário, na maior parte das vezes, refletir, pensar, meditar, buscar o que significa esse ensinamento e o que traz de sutil e quase etéreo para melhorar a nossa vida. Estou me propondo a colocar aqui no face algumas coisas que vou concluindo do estudo e que possa trazer algo de bom para alguém, como está trazendo para mim. A Cabala é um estudo complexo, com muitas nuancias, às vezes encontra-se labirintos, às vezes becos sem saída. A simplificação da Cabala, a sua popularização, faz perder o mais importante de seu cerne. Não é tão importante saber todos aqueles termos em hebraico, os nomes das energias, das sefirot, dos quatro mundos. Não é tão importante decifrar os caminhos do crescimento espiritual, os segredos das letras hebraicas, o simbolismos dos planetas e arquétipos que compõem a àrvore da vida, não é importante saber desenhar a sua própria Árvore da Vida. Não é tão importante saber os princípios, como o mundo foi criado, como surgiu o homem. Dá para a genre viver sem saber tudo isso. Porém, não dá para passar por essa vida e não descobrir que somos donos de nós mesmos. Não dá para ter recebido o presente da vida por Deus e não saber o que é a vida, o que podemos fazer com ela, e o mais importante de tudo, que temos a condução da vida em nossas mãos. Essas pequenas e valiosas coisas só se tem quando estudamos profundamente a Cabala. Aí, para poder entender é necessário tudo aquilo que mencionei não fazer falta. Para descobrir o verdadeiro segredo da Cabala é necessário estuda-la. Uma simplificação vai trazer conceitos, e conceitos não mudam a vida de ninguém, não são instrumentos reais de mudança. A ferramenta que nos dá acesso às essas mudanças e ter as redias da vida nas mãos, é o trabalho assíduo de tentar decifrar os segredos dessa filosofia mística. É a inteligência que conseguimos extrair dos mecanismos intricados do modelo cabalísta. São essências, e essências não são fáceis de ensinar, nem de aprender, é necessário um exercício de grande esforço, de vontade e dedicação. Estou no quinto livro de uma bibliografia de 22 livros que selecionei para estudar a Cabala. Cada vez que termino um, sinto a necessidade de comprar outros dois. Compro, leio, e vem a necessidade de aperfeiçoar profundamente o hebraico para ter acesso aos livros não traduzidos. Só leio livros de Rabinos com autorização certificada de um rabino consagrado. Às vezes preciso de algumas horas para tangenciar e tentar compreender o real significado e importancia de determinado assunto. O que tenho de mais importante para passar até agora é uma única coisa. Somos capazes, por dádiva Divina, de alterar a nossa natureza. Coisa que eu achava impossível. O mais importante da Cabala é a capacidade de desenvolver a faculdade de mudança interior.
A possibilidade de acessar a própria alma e ilumina-la com a luz infinita de Deus. Ver o que não pode ser visto. Ouvir o que não pode ser ouvido. Vivenciar o que não pode ser vivido. Ensinar-se a sí mesmo a viver, a purificar-se, a encontrar um sentido maior para as coisas. Estou começando a tangenciar essas compreensões. Não ainda a conhecê-las, mas saber que existem. É dificil manter por muito tempo na mente um esclarecimento, um insight, uma reveleção. Preciso voltar, ler novamente, refletir, as vezes esvaziar a mente para captar de novo o sentido, e foge furtuitivamente. Por isso, o mais importante da Cabala é o estudo sério, o exercício do entendimento, o refletir, o querer entender, a divagação, as meditações. QUAL A IMPORTANCIA DE SABER QUE TEM UMA SEFIRÁ CHAMADA CHOCHMA, QUE FAZ PARTE DO FLUXO MENTAL E QUE É O INÍCIO DO PROCESSO DE ELEVAÇÃO? Importãncia nenhuma, não vai servir para nada. Serve sim, o exercício de entender o porque, o mecanismo com que isso atua em nós, sentir isso acontecer dentro de nós. O simples conhecimento do conceito é a estrada mais curta para a ignorância e emburrecimento consciente, é necessário viver o conceito, vivenciar o conceito dentro de nossas almas. Isso sim é a sabedoria. Escrevo essa introdução como um alerta antes de iniciar a discrição do que estou encontrando. Se vc quer aprender os nomes que aparecem na Cabala, isso não vai mudar nada em sua vida, então esquece. Quer crescer, se tornar uma pessoa iluminada, dona de sí mesma, perceber a LUZ DIVINA QUE NOS TRANSPASSA, então viva a própria Cabala. Esse é o caminho.